É feito de sete ervas, e vou enumerá-las para vocês:
1. A primeira erva chama-se CONTENTAMENTO: fiquem satisfeitos com o que têm. Posso tremer de frio na minha roupa esfarrapada enquanto vou roendo minha crosta de pão, mas seria muito pior se o imperador me tivesse lançado nu em um calabouço sem absolutamente nada para comer!
2. A segunda erva é a RESIGNAÇÃO: Quer me alegre, que me exaspere, estarei de qualquer modo na prisão. Então para que me impacientar?
3. A terceira é lembrança dos PECADOS PASSADOS: contem quantos são e na suposição de que cada um deles merece um dia no cárcere, calculem quantas vidas vocês teriam de passar atrás das grades - a sentença é até leve!
4. A quarta é a REFLEXÃO EM TORNO DAS TRISTEZAS QUE CRISTO ARRASTOU ALEGREMENTE POR NÓS: Se o único Homem que podia escolher Sua sorte sobre a terra escolheu sofrer, que valor enorme Ele deve ter visto nas dores! Observamos assim que, levado com serenidade e gozo, o sofrimento redime.
5. A quinta erava é SABER QUE O SOFRIMENTO NOS TEM SIDO DADO POR DEUS NA QUALIDADE DE PAI, NÃO PARA NOS PREJUDICAR, MAS PARA NOS PURIFICAR E SANTIFICAR: O sofrimento pelo qual passamos tem o propósito de depurar-nos e preparar-nos para o Céu.
6. A sexta é SABER QUE SOFRIMENTO ALGUM PODE FAZER MAL À NOSSA VIDA CRISTÃ: Se os prazeres da carne são tudo na vida, então o sofrimento e a prisão acabam extinguindo o alvo que o homem tem na sua existência; mas se a essência da vida é a verdade, eis o que prisão alguma pode mudar. Na prisão ou fora dela, dois mais dois são quadro. O cárcere não me faz deixar de amar; barras de ferro não podem desbancar a fé. Se estes ideais constituem minha vida, posso ficar sereno seja onde for.
7. A última erva da receita é ESPERANÇA: A roda da vida pode meter o médico do imperador no cárcere, mas continua girando. Pode fazer que eu volte ao palácio amanhã e até pode colocar-me no trono.
(Richard Wurmbrand)
Extraído do livro: Nos subterrâneos de Deus
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