Uma vez li que “a vida é difícil para quem é mole”, então me pergunto: Se sou mole, porque a vida tem que ser tão difícil??? A resposta talvez seja que, essa dificuldade me fará não ser tão mole diante da vida, ou qualquer outra que a criatividade me permita encontrar. O fato é que “não é brinquedo não viver”.
Hoje estou mórbida... talvez um pouco patética. Mas com certeza com o espírito agitado. Ontem na igreja o tema era MISSÕES. Uma missionária argentina falou durantes horas sobre seus trabalhos em vilas indígenas de vários países (Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e para completar, nossa terra Brasil, o que implica em dizer que quando não fazemos nosso trabalho Deus envia outros).
Bom... ela falou das muitas necessidades e carência de missionários pelo mundo. Dos perigos e dificuldades, não só financeiras, mas também lingüística. Da falta de tradutores da Bíblia para outros idiomas, para que povos sedentos pela palavra tenham a oportunidade de ler a Palavra de Deus no seu dialeto próprio. Falou de tantos e tantos lugares que esteve, viveu e do número de pessoas que encontrou no caminho que jamais ouviram falar de alguém chamado Jesus, nem em nosso idioma, nem em qualquer outro.
Particularmente hoje, meu espírito agitou-se dentro de mim com a seguinte pergunto: O que eu faço para Deus quando reconheço ter sido abençoado(a) por Ele??? E algo dentro de mim me dizia que essa pergunta não se referia as benções diárias (comida, roupa, dinheiro, saúde...) que muitas vezes não são nem lembradas por mim. Tinham algo especial nessa pergunta!! O que eu faço para Deus quando reconheço ter sido abençoado(a) por Ele??? De que maneira eu O agradeço depois de ter sido abençoada?
Pensei em várias respostas para essa pergunta, mas a cada uma que eu levantava, um argumento simples as derrubava. Eu disse, leio a Bíblia. Minha mente respondeu: “Deus conhece toda a Bíblia, com os mínimos detalhes, quem precisa do conhecimento da Bíblia é você e não Ele”. Vou na igreja. Novamente me respondeu: isso também é uma necessidade sua.
- Estava ficando complicado.
Depois de muito pensa, entendi que quando preciso de Deus o busco de muitas maneiras atrás de suas bênçãos, mas, que também era muito comum, eu agradecer com um simples obrigado(a) e nada mais, ou com coisas que me beneficiavam, ou ainda não fazia nada para agradecer.
De qualquer forma estou sempre no centro, sou sempre a prioridade... É o que eu gosto... O que eu quero... O que é mais fácil para mim... O que não me constrange... O que me dá prazer... O que me agrada... O que não exige muito de mim. Sempre EU... EU... EU
Isso precisa mudar, porque é justamente isso que faz com que eu seja sempre mole, qualificando a vida como sempre dura. Enquanto eu não conseguir olhar os outros com os olhos do coração, sentir suas necessidades e fazem algo para ajudá-los, não conseguirei ser forte para alcançar a vitória.
Beijos.
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